Realidade aumentada na indústria da moda e varejo

Realidade aumentada na indústria da moda e varejo

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Dispositivo com R.A

 

Desde que surgiu a realidade aumentada vem proporcionando diferentes tipos de experiências para seus usuários, algumas dessas experiências acabam até modificando o comportamento das pessoas, por exemplo: quem não se lembra da febre causada por Pokémon Go? Era surreal ver as pessoas caçando aquelas criaturinhas ficcionais em todos os cantos da cidade.

Apesar de Pokémon Go ser uma excelente representação da realidade aumentada, ela tem muito mais potencial para oferecer, principalmente ao que diz respeito a indústria de moda e varejo.

Então, é sobre a influência da realidade aumentada e virtual no mercado de moda e varejo que trataremos neste artigo, esperamos que o assunto seja esclarecedor e que você faça uma ótima leitura.

 

O que é RA?

A realidade aumentada é um recurso responsável por permitir a interação entre o mundo virtual e o mundo real, mas de que forma isso é possível? Simples, através de um smartphone, tablet, ou outro dispositivo tecnológico que capture, por meio de uma câmera, a imagem do objeto real. A partir daí um software interpreta a informação transmitida pela câmera e faz a inserção dos objetos virtuais no mundo real.

A Pepsi fez uma ação bem divertida, usando realidade aumentada, em um ponto de ônibus de Londres, assista:

 

 

Um pouco de história

O termo Realidade Aumentada ou AR (do inglês Augmented Reality), surgiu na década de 60 quando Ivan Edward Sutherland, um especialista em informática, desenvolveu o Head Mounted Display (HMD) – sistema conhecido como marco inicial da realidade aumentada, mas obviamente as imagens não tinham muita qualidade. O dispositivo tecnológico que Sutherland usou era um capacete, que de tão pesado era fixado no teto do laboratório do informático.

Após o primeiro protótipo idealizado por Sutherland a realidade aumentada ganhou novas investidas com a invenção do Videoplace, um sistema capaz de detectar qualquer movimento feito pelo usuário, uma inovação criada pelo artista americano, Myron Krueger.

Ao longo dos anos a realidade aumentada teve várias contribuições e uma que vale a pena comentar aqui foi a do Thomas Caudell, professor da Universidade do Novo México, que cunhou a expressão realidade aumentada enquanto trabalhava no desenvolvimento de uma pesquisa da Airbus, famosa fabricante de aviões.

 

Diferença entre realidade virtual e aumentada

É extremamente comum as pessoas usarem os dois termos como sinônimos, mas na realidade tratam-se de duas coisas diferentes, a saber:

Realidade aumentada: ela integra elementos do ambiente virtual ao ambiente real, através de sobreposições, como por exemplo: o jogo Pokémon Go que permite encontrar e capturar criaturas virtuais nos mais diversos locais da cidade, ou falando de varejo, os provadores virtuais.

Realidade virtual: oferece simulação digital de uma realidade imaginária, baseada ou não em um evento real, ou seja, ela transporta o usuário para um ambiente 100% virtual. Como exemplo podemos citar a experiência de ver um apartamento e uma casa que ainda está na planta, por meio de óculos especiais, disponibilizado pela imobiliária, que dá a sensação de estar no ambiente projetado.

 

Usabilidade

A realidade aumentada tem várias aplicações e a principal delas é no que diz respeito aos jogos de vídeo games e outros tipos de entretenimento, mas seu potencial para o mercado de moda e varejo pode transformar a experiência do consumidor e garantir para o lojista posicionamento estratégico no mercado.

Então, vamos ver como a realidade aumentada está modificando a forma como os varejistas proporcionam experiência de compra para seus clientes, através das estratégias aplicadas por grandes nomes do varejo.

C&A: uma das maiores varejistas do país disponibilizou recentemente, por meio do seu aplicativo, a funcionalidade de realidade aumentada. Para ter acesso aos conteúdos, o cliente deve apontar o smartphone para a etiqueta da peça e as informações aparecem na tela.

Zara: a aposta da empresa é usar display de realidade aumentada como estratégia para atrair a geração ‘’millennials’’ para as lojas selecionadas. Os clientes têm a possibilidade de realizar compras colocando o celular sobre um sensor que identifica a solicitação e permite a finalização da compra.

Renner: atualmente a maior varejista do país divulgou que também está apostando na tecnologia, e que ela já está disponível em seu app. Para ter acesso a funcionalidade, o cliente aponta o celular para etiqueta sinalizada no produto e recebe o conteúdo especial.

Riachuelo: a loja foi mais ousada e, lançou em 2015, especialmente para o dia das crianças, roupas com estampas de personagens que interagiam com o consumidor quando o mesmo apontava a câmera do celular.

Adidas: em um dos seus lançamentos mais aguardados do ano, a marca alemã preparou uma divulgação bem legal com um ‘’Unboxing em Realidade Virtual’’, usando o celular o cliente consegue ver o tênis em realidade aumentada.

Nike: para promover uma de suas chuteiras, a marca criou um vídeo de realidade virtual para que o consumidor sinta como é ser driblado, por nada mais, nada menos, que Neymar Jr.

Amaro: a loja é um exemplo de grandes de estratégias, nasceu no e-commerce e expandiu para lojas físicas, sempre visualizando as tendências de mercado. A marca proporciona experiência de realidade aumentada para seus clientes por meio do aplicativo, permitindo que ao escanear a peça desejada ela vá automaticamente para o carrinho.

Além dessas grandes redes varejistas da indústria de moda e varejo, lojistas de outros segmentos também já apostam nos benefícios da realidade aumentada e virtual para diversas finalidades.

O Walmart, por exemplo, realiza treinamento dos seus funcionários americanos com auxílio dessa tecnologia.

 

Vantagens

A realidade aumentada é uma das tecnologias que fazem parte da realidade da indústria de moda e varejo, independente das estratégias e abordagens, ela promete revolucionar a experiência de compra do consumidor e agregar grandes benefícios para os negócios, como por exemplo:

  • Aumentar vendas;
  • Enriquecer e proporcionar conteúdos;
  • Melhorar a abordagem da marca com o cliente;
  • Otimizar estoque;
  • Eliminar necessidades físicas de provadores, caixas e filas;
  • Integração do online e offline, nessa vantagem os e-commerces quebram uma enorme barreira com o consumidor, pois podem oferecer a oportunidade de o cliente conseguir ‘’provar a roupa’’ antes de comprar.

Conclusão

Não é mais aceitável pensar em inteligência artificial, realidade aumentada e virtual como tendências para o futuro, essas tecnologias já estão no mercado há tempos e estão ganhando cada vez mais força na indústria de moda e varejo.

As estratégias das lojas são as mais diversas, desde oferecer um brinquedo com a tecnologia como brinde de dia das crianças, até transformar a experiência do usuário dentro de fora da loja física.

Fazer uso dessas tecnologias é um caminho natural para o varejo, mas não adianta adotar esse tipo de estratégia e não capacitar os funcionários. A tecnologia transforma a experiência do consumidor, mas ainda é o atendimento que conquista.

 

Autor: Joyce Alcântara.

 

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