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Depósito de Meias São Jorge: cliente Linx emillennium em matéria Revista E-Commerce Brasil

Confira abaixo a matéria exclusiva que a Revista E-Commerce Brasil de Outubro/15 preparou dentro do Depósito de Meias São Jorge, nosso cliente!

 

Era uma manhã fria de junho quando visitamos a sede do Depósito de Meias São Jorge, na Rua 25 de Março, em São Paulo. Mas o frio não afugentou

de modo algum Feiad Dib de ir para o trabalho. “O frio é bom para vender meias”, disse com bom humor na entrada da sala de reuniões.

O Depósito de Meias São Jorge, que comemorou 60 anos no dia de julho deste ano, começou quando Feiad (hoje com mais de 80 anos) e seu irmão gêmeo, Salvador Dib, vendiam meias nas feiras livres da rua comercial mais famosa da capital paulista. A mãe dos gêmeos, Maria Dib, imigrante do Líbano, veio para o Brasil em busca de melhores oportunidades e ficou viúva quando os filhos tinham apenas dois anos. As dificuldades foram grandes. Ainda pequenos, começaram a vender na escola os quitutes que a mãe fazia.

Em 1955, surgiu a oportunidade de abrir a primeira loja em uma galeria próxima à Ladeira Porto Geral. Um pouco mais tarde, batizado com o nome do santo preferido da mãe, os irmãos conseguiram mudar o negócio para um ponto mais atraente na Rua 25 Março, onde estão até hoje os dois pontos comerciais do Depósito.

60 anos se passaram, e hoje o Depósito de Meias São Jorge se tornou uma das principais lojas de moda íntima da capital e também do País. Localizado em frente à Praça Ragueb Chohfi, no número 485, onde são vendidos por dia mais de cinco mil itens, o negócio é dirigido pelos sobrinhos de Feiad, Daniela e Jorge Dib. Daniela cuida hoje da operação de e-commerce da loja. Jorge, da área financeira e da direção geral. Os outros dois irmãos, Fabiana e Salvador, não estão, no momento, atuando na empresa.

E foi justamente com a segunda geração dos irmãos Dib que o Depósito de Meias São Jorge conseguiu unir a força do comércio varejista tradicional com a inovação tecnológica do e-commerce. Mas, acredite, não foi tão fácil assim…

E-commerce, B2B e o “atacarejo”

A história do Depósito de Meias São Jorge com o e-commerce começou cedo – há mais ou menos

15 anos, quando Daniela cursava um mestrado em desenvolvimento de RH e uso da tecnologia nos Estados Unidos. “Comprei um carro pela Internet e pensei; se estão vendendo carros na Internet, nós também podemos vender meias no Brasil”, conta ela.

Apesar de o e-commerce ser uma modalidade de negócio bastante complexa por demandar entregas em todo o País, e às vezes até fora dele, esse não foi um problema para a São Jorge. “A gente trabalhava com atacado, e por isso estávamos acostumados com a logística a nível nacional. Aonde ia o pacote para o cliente da loja física ia também a encomenda que foi feita pela loja virtual…”, conta Jorge. O único “imprevisto” para eles foi não contar com o sucesso da loja virtual no varejo, que o e-commerce foi lançado com foco para atender ao atacado. “Explodimos no varejo, viramos o atacarejo, atendendo a loja física, B2B e B2C”, diz.

Outra vantagem que favoreceu o sucesso de vendas na Internet, segundo Daniela, foi a conveniência que a compra online proporciona aos seus clientes. “É muito conveniente para eles receberem em casa os produtos que estão acostumados a comprar na loja física. O preço é o mesmo preço, e agora também com frete grátis para alguns locais”, completa Daniela.

No estoque da loja, conversamos com a responsável pelos pedidos, que nos informou que naquele dia o Depósito de Meias São Jorge já havia comercializado 300 produtos via Internet. A média de peças por cesta é de 10 itens e o tíquete médio é de R$ 180,00 (em um mix de atacado e varejo). Daniela estima que o número de clientes fiéis do e-commerce seja de 150 mil.

Com o desenvolvimento e o crescimento das operações online, o Depósito de Meias São Jorge precisou modernizar o negócio a fim de acompanhar as novas tendências de mercado. A plataforma, por exemplo, era a mesma há dez anos, desenvolvida por um profissional interno, e enfrentava alguns problemas em relação ao servidor e também à usabilidade. “Às vezes o cliente precisava selecionar todas as cores e tamanhos de produtos em uma mesma página, mas as plataformas em que pesquisávamos não ofereciam essa possibilidade. Hoje encontramos uma plataforma que faz isso e aumentamos a conversão de vendas em 30%”, comenta Jorge.

Outra estratégia foi investir no recurso de “recomendações” da loja virtual. “Oferecemos a coleção recomendada, na qual o cliente pode ver as outras peças daquela coleção, montar a própria cesta de produtos e, assim, comprar várias vezes na mesma tela”, conta Jorge.

O negócio deu tão certo que o próprio Google procurou Jorge e Daniela para conhecer um pouco mais a fundo o negócio que tinha altas taxas de conversão. “Um dia o Google nos ligou, vieram visitar a loja e fizeram uma campanha. As taxas de conversão aumentaram consideravelmente”, lembra Jorge.

Desafios e expectativas para o futuro

Para Jorge, um dos principais desafios de operar vendas na Internet não são ferramentas, plataformas ou equipe especializada, e sim convencer os fornecedores a migrarem para o online, desmistificando a rivalidade entre os dois canais. A dificuldade vai desde conseguir boas imagens até informações detalhadas para a descrição do produto. “No Brasil, a cultura de quem é da indústria ainda está muito arraigada ao varejo físico, e isso inclui marketing e mídia em veículos físicos como revistas”, explica.

Para Daniela, o desafio para os próximos 20 anos está na distribuição e na desmopolização do transporte, além do amadurecimento do diálogo do online versus offline. “Os jovens já nasceram no online, e essa já é uma realidade para nós, mas na mentalidade da indústria o e-commerce ainda é apenas mais um canal de marketing, e não de vendas”, aponta.

Os irmãos finalizam pontuando as características que fizeram o Depósito de Meias São Jorge alcançar o sucesso: bom atendimento, com os melhores preços do mercado, grande diversidade de produtos e equipe de vendas frequentemente atualizada em novos produtos e técnicas de vendas são algumas delas.

E os planos para o futuro estão muito bem traçados: foco nas vendas online, na ampliação dos canais eletrônicos para revendedores e consumidores finais e, principalmente, manter a força e a determinação da família.

Confira nesse link a matéria na revista.