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O que é o voice commerce e porque ele é a próxima grande tendência do comércio online

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O comércio por voz, v-commerce ou voice commerce como é mais conhecido, pode até ser uma novidade em questões de negócios aqui no Brasil, mas a sua motivação não. Quem aí não está familiarizado com os assistentes virtuais, como Siri, Alexa, Bia, Google Assistant e outros? Ou até mesmo com as longas conversas por áudio no WhatsApp? Até me arrisco a dizer que, provavelmente, você já comprou algum produto ou serviço por WhatsApp e fechou negócio através de muitos áudios de negociação, não é?

 

Bem, acontece que essa é a nova tendência para o comércio online e a grande novidade para os próximos anos, por isso, se você quer estreitar seu relacionamento com os consumidores, continuar a gerar visitas na sua loja virtual e se preparar para essa transformação, se liga nessa novidade que é o tema do nosso artigo de hoje!

 

Boa leitura!

 

O que é voice commerce?

Um passo à frente dos famosos chatbots, o voice commerce ou comércio de voz é uma tecnologia que faz uso da voz como parte essencial para o processo de compra realizada online, que engloba desde pesquisas iniciais em busca de determinado produto ou serviço até a finalização da compra.
Esse novo modelo de negócio já é bem forte em países como Estados Unidos e Reino Unido, no qual os consumidores gastam em média aproximadamente 2 milhões de dólares por ano em compras feitas por via comando de voz. No entanto, de acordo com a pesquisa da agência americana Delineate, há uma estimativa que esse número chegue até 40 milhões de dólares no ano de 2022.

A empresa Amazon investiu fortemente no uso de voice commerce por meio de sua assistente virtual Alexa, mas a gigante do mercado virtual não parou por aí não. Recentemente foi anunciado que os usuários do serviço AmazonFresh (entrega de produtos de mercearia) já podem começar a usar a assistente virtual para realizar outras categorias de compras, garantindo que a Alexa faça muito mais do que faz atualmente.

No Brasil, o pioneiro a se adaptar ao comando de voz foi o Google Assistant, que chegou no país em 2017 com a promessa de transformar a vida dos usuários, garantindo mais agilidade nas interações. Para acessar o assistente do Google o usuário só precisa pressionar o botão de home do smartphone, ou dizer: “Ok, Google”, que o comando de voz é acionado e está apto para receber solicitações, como por exemplo, procurar uma música, vídeo ou local, realizar chamadas telefônicas, enviar mensagens, marcar compromissos na agenda, saber as últimas notícias e sanar qualquer tipo de dúvida.

Para a realização de compras por comando de voz o assistente ainda não tem uma estrutura concreta como é o caso da Alexa da Amazon, mas a Google já começou a implementar novidades no sistema da plataforma Google Express, para atender futuramente essa tendência. Hoje as empresas colocam seus produtos na plataforma e o Google cuida do restante, listando os produtos, ditando via voz, verificando o Checkout e o pagamento.

 

Como se preparar?

Por se tratar de uma tecnologia incipiente, é muito natural que o varejista pense que o custo necessário para poder implementá-la esteja muito fora da sua realidade financeira, porém não é bem assim.

 

Essa tecnologia é derivada dos assistentes virtuais, que fazem com que a base para o seu desenvolvimento já exista, e dessa forma o custo para obtê-la acaba não sendo tão elevado.
Nesse sentido, a empresa que deseja disponibilizar mais esse canal de negócio para o seu consumidor, deverá se preocupar com as seguintes questões:

 

• API

Tratando-se de um sistema que já existe, a empresa só precisa pedir ao profissional responsável para desenvolver uma API – uma interface de programação de aplicação, que é um conjunto de rotina e padrões de programação para acesso a um aplicativo de software ou plataforma baseado na Web.
Esse processo precisa ser feito para intermediar a comunicação entre o assistente virtual e os outros softwares necessários para o amplo funcionamento do seu voice commerce.

 

• SEO

É preciso ajustar completamente o seu SEO para o voice commerce, pois é impossível usar as mesmas estratégias da escrita para o assistente virtual, já que as pessoas fazem a busca por voz de forma diversificada das pesquisas por texto.
Um exemplo que podemos usar para mostrar essa diferença é que se uma pessoa precisa comprar algum item no Google, muito provavelmente ela vai pesquisar pela palavra-chave, como por exemplo, “sistema ERP para ecommerce”. Agora, com o assistente virtual a pessoa provavelmente falaria “onde encontrar sistema ERP para e-commerce em conta na minha região”, é um pequeno exemplo para que possamos notar a diferença entre uma solicitação e outra, e identificar as estratégias necessárias para aplicar com base na intenção de comando de voz do consumidor.

 

• SEGURANÇA
O problema não seria nem a segurança em si, mas sim a insegurança dos consumidores. Como toda nova tecnologia, é normal os consumidores ficarem com o pé atrás ou completamente inseguros de informar dados bancários por sistema de voz, foi assim com outras tecnologias também, como por exemplo, bitcoin, chatbots e até os próprios assistentes virtuais das instituições financeiras.
No entanto, se gerenciado corretamente você consegue garantir o sigilo total dos dados do consumidor sem precisar de nenhum recurso adicional para isso, além do mais, a Lei de Proteção de Dados está chegando para regularizar a forma como as empresas lidam com os dados dos usuários, e uma boa dica é investir no voice commerce quando as diretrizes da LGPD já estiverem bem estabelecidas na empresa.

 

Benefícios

O sucesso do voice commerce deve-se principalmente as vantagens que ele proporciona, não apenas para a loja virtual, mas também para todos os consumidores. Imagina só ele está no trânsito e lembrar que precisa comprar um pacote de fraldas, mas não pode usar o smartphone enquanto dirigi, então ele aciona o assistente e faz o pedido do pacote apenas por comando de voz. É um novo patamar na forma de oferecer simultaneamente conveniência, agilidade e acessibilidade.
Para o lojista é uma nova perspectiva sobre as demandas, que chegarão de todas as partes, pois devido a facilidade de fechar um pedido, muitas compras de produtos comum e de uso do dia a dia serão feitas por meio do voice commerce em um piscar de olhos, ou melhor dizendo em um abrir de bocas.

 

Conclusão

Como mencionamos no artigo, o comércio por voz ainda é uma tendência, mas o seu amadurecimento será vertiginoso ao longo dos próximos 3 anos e representará o começo de novas estratégias com base em um canal novo de venda, por isso, é importante ficar de olho no rumo que essa tecnologia vai tomar para poder aproveitar as vantagens que esse modelo pode proporcionar, seja para você, lojista, ou para o próprio consumidor.

 

Autora: Joyce Alcântara.

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