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Reconhecimento Facial: ele chegou no varejo, mas qual o impacto real para os negócios?

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Sabe a expressão “conhecer alguém de vista”? Essa habilidade que era puramente de seres humanos, agora também é praticada por software de reconhecimento facial.
A tecnologia criada a partir da inteligência artificial vem trazendo um novo panorama sobre a necessidade de empregar seu uso para otimizar estratégias empresariais.
Até que ponto sua usabilidade por meio de grandes organizações pode ser nociva para a segurança e privacidade do consumidor? Muito tem se discutido a respeito, e o assunto é tão complexo que já está tramitando na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei, que obriga empresas que fazem uso da tecnologia a informar seus clientes por meio de adesivos ou placas indicando o uso do reconhecimento facial.
Pensando nisso, decidimos trazer esse artigo para falar um pouco mais sobre a tecnologia de reconhecimento facial, o que ela é e como funciona, exemplos, usabilidade no marketing e no varejo, benefícios e, claro, privacidade e segurança.

 

Boa leitura!

 

O que é reconhecimento facial e como funciona?

O reconhecimento facial é um software de inteligência artificial que usa uma técnica de avaliação do rosto das pessoas, para analisar e reconhecer um indivíduo, comparando e identificando padrões com base nas linhas e expressões faciais.
Para que o software reconheça uma pessoa, primeiro é preciso ensinar para a máquina o que é um rosto (saiba mais sobre aprendizado da máquina nesse artigo aqui). Esse processo é feito treinando redes neurais por meio de algoritmos que recebem imagens e buscam por meio de padrões anteriores identificar as faces contidas nelas. Não é um processo fácil, pelo contrário, exige muita paciência e muitas tentativas, pois quanto mais imagens forem apresentadas para os algoritmos, maiores são as chances de o reconhecimento ser feito com a máxima eficiência.
Seguindo, assim que a face é detectada é gerado um vetor para ela com uma sequência de números que busca identificar uma pessoa exclusivamente entre todas as outras do processo de treinamento, é por meio desse vetor que o sistema entende se a pessoa corresponde com a imagem armazenada.
Para que todas as características da pessoa possam ser identificadas com precisão, é necessário que a captação da imagem seja feita de frente e o ambiente de captação não pode estar escuro, pois do contrário o resultado da análise para o reconhecimento será completamente prejudicado.

 

Exemplos

Não precisamos nem sair do nosso cotidiano para encontrar exemplos do uso do reconhecimento facial fazendo parte do nosso dia a dia, confira abaixo algumas empresas que já adotaram a tecnologia.

 

1- Facebook
A empresa de Mark Zuckerberg faz uso da tecnologia para informar o usuário quando alguém publica alguma foto com ele, mesmo que esse alguém não tenha colocado marcação na imagem.

 

2- Apple
Os recentes Iphone X e XS podem ser desbloqueados com o Face ID, um sistema de reconhecimento facial desenvolvido pela própria Apple para garantir mais segurança aos seus usuários.

 

3- Amazon
O polêmico Rekognition da Amazon foi desenvolvido para ajudar vítimas de crimes, mas por diversas vezes sofreu ataques quanto a sua eficiência e precisão para controle social na fronteira dos EUA.

 

4- SPTrans
A SPTrans usa a tecnologia para identificar possíveis fraudes no uso do bilhete único. Através de uma câmera instalada em cima do leitor do cartão na catraca, a empresa monitora se quem está utilizando o cartão é mesmo o responsável por ele.

 

5- Gol Linhas Aéreas
Gol passou a usar o reconhecimento facial recentemente para facilitar e agilizar o embarque, sem a necessidade de apresentar o cartão de embarque. A novidade foi testada no aeroporto do Galeão no estado do Rio de Janeiro.

 

6- Mastercard
A empresa desenvolveu o Mastercard Identity Check, um sistema de pagamento no qual o cliente precisa abrir um pop-up recebido pelo celular e através dele autorizar o pagamento. Por meio do reconhecimento facial, o cliente pisca duas vezes para a câmera e finaliza a transação.

 

Usabilidade no marketing e varejo

A usabilidade no varejo é a última coisa em que poderíamos imaginar a aplicação do reconhecimento facial, mas parece que a tecnologia vem ganhando o mercado.
Na busca por melhorar a experiência do consumidor, superar o concorrente e alavancar as vendas, empresas apostam nas soluções de reconhecimento facial para avaliar o comportamento de compra do usuário e por meio dos indicadores elaborar estratégias que atendam às suas expectativas.
Outra aplicação curiosa do uso da tecnologia é em relação a segurança, os varejistas estão recorrendo a ela para impedir furtos e roubos nas dependências da loja. Ao identificar a aproximação dos suspeitos já é possível tomar medidas para evitar a ação criminosa.
A solução pode ainda ser explorada para auxiliar no fluxo de clientes dentro da loja em horários de maior movimentação, para liberação de um ou mais caixas, direcionamento de funcionários, entre outras ações que possam ajudar a manter a ordem do ambiente.
Equipes de marketing podem analisar dados como idade, sexo, etnia, estilo, entre outros para definir ações e direcioná-las para públicos-alvo específicos, a fim de conseguir converter mais vendas.

 

Vantagens

 

O uso do reconhecimento facial garante uma série de vantagens, entre elas:

 

• Praticidade
O reconhecimento facial pode ter diferentes aplicações, entre elas existe a possibilidade de ser usado como um sucessor das senhas pessoais, como é feito com a própria biometria atualmente.

 

• Aumenta as vendas
O varejista consegue analisar o comportamento do consumidor dentro da loja, para entender o que mais lhe chama atenção e como reagem aos produtos expostos nas vitrines, a fim de melhorar sua abordagem e proporcionar experiências mais satisfatórias, que converta um número muito maior de vendas.

 

• Segurança
Um dos aspectos em que mais se fala sobre o uso do reconhecimento facial é justamente no auxílio a segurança, uma vez que é possível falsificar e clonar cartões, mas o reconhecimento facial captura as características do ser humano que são intransferíveis, garantindo maior segurança contra fraudes para o lojista e cliente.

 

• Fidelização
A solução pode ser usada para desenvolver ações personalizadas, atingindo um público-alvo maior, ganhando vantagem competitiva e favorecendo as chances de fidelização.

 

Privacidade e segurança

 

O crescente aumento da presença de novas tecnologias dentro de grandes empresas varejistas, seja ela auxiliando no espaço físico ou no online, vem despertando questionamentos a cerca da privacidade e segurança dos usuários.
Apesar dos benefícios proporcionados pelo uso do sistema de reconhecimento facial serem muito bons, a tecnologia não deixa de levantar discussões sobre privacidade e segurança dos dados obtidos pela empresa por meio da utilização do sistema.
Essa é a grande razão pela qual o mercado brasileiro ainda está tímido em apostar na tecnologia, principalmente depois que foi aprovado no país a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que começa a vigorar a partir de agosto de 2020 e promete ser um grande desafio para as empresas que trabalham com coleta, analise e tratamento de dados.
De fato, será que as empresas vão lidar com os dados de forma responsável como mandam os textos da LGPD, de que maneira isso será medido e avaliado e quem ficará responsável por avaliar o uso correto deles? Essas dúvidas apenas colocam os consumidores e os varejistas em posições de desconfiança, além de gerar um levantamento ético e moral acerca da tecnologia e qual limite estipulado para sua aplicabilidade.
Apesar dos questionamentos e discussões em torno da usabilidade do reconhecimento facial, a tendência é que futuramente a maioria dos usuários usem a tecnologia para acessar seus smartphones, segundo um estudo da Counterpoint, precisamente mais de um bilhão de aparelhos móveis terão reconhecimento facial até 2020 (seguindo a onda do Iphone X).

 

Conclusão

O reconhecimento facial ainda precisa passar por melhorias para poder performar com maior eficiência, mas é importante que o mercado coloque uma atenção especial nesse assunto, pois trata-se de um sistema que ajudará a desenvolver estratégias e ações que serão fundamentais para agregar valor ao negócio e melhorar as vendas.

 

E você o que acha do investimento do varejo em novas tecnologias como o reconhecimento facial?

Autora: Joyce Alcântara.

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