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RFID: o que é e como a tecnologia funciona

RFID: o que é e como a tecnologia funciona

RFID

 

Sabe aquele momento pouco produtivo da gestão de estoque no qual é preciso verificar e conferir toda a carga de paletes item por item? Imagine que você pode melhorar o seu gerenciamento verificando simultaneamente todos os itens disponíveis dentro de uma caixa, sem abri-la, com um leitor de RFID.
Parece até mágica, mas não é! É tecnologia e provavelmente você já se deparou com ela por aí e nem percebeu. Veja só: você já comprou algum produto em alguma loja e foi barrado pelo alarme na hora de sair? Muito possivelmente pode ter sido por causa de uma etiqueta RFID, que ainda estava instalada no item que você adquiriu.
Essas etiquetas possuem uma tecnologia de radiofrequência que permite identificar qualquer informação fixada na tag que foi inserida em algum objeto, por exemplo.
Mas afinal de contas, como essa tecnologia pode favorecer o seu negócio?
Nesse artigo vamos explicar o que é a RFID, como ela funciona, quais os tipos, a diferença entre a tecnologia, o código de barras tradicional e a NFC, além disso, saiba por que você deve usá-la para melhorar a gestão do seu estoque.

 

Acompanhe!

 

O que é e como funciona?

A tecnologia de RFID ou Radio Frequency Identification, que em português significa Identificação por Rádio Frequência é uma técnica de identificação automática que surgiu em meio a Segunda Guerra Mundial e era utilizada para que os alemães pudessem identificar se os aviões entrando em seus territórios eram de bases inimigas ou não. Eles descobriram que se os seus pilotos mudassem a rota ao retornarem para a base o sinal de rádio seria modificado e refletiria de volta ao radar, e assim os técnicos responsáveis pelo aparelho saberiam que se tratava de aviões alemães.
Naturalmente, após vários anos a tecnologia foi aprimorada permitindo que qualquer pessoa, objeto, animal, equipamento, embalagens, entre outros possam receber a identificação de RFID. Contudo, falaremos sobre a tecnologia do ponto de vista da gestão de estoque do varejista.
A tecnologia é utilizada em etiquetas que possuem dados anexados, esses dados são transferidos por meio de ondas de radiofrequência que podem ser lidas em uma distância de centímetros até aproximadamente 20 metros, para um aparelho que identifica e rastreia automaticamente as informações dos produtos dentro do estoque.
Todo esse processo acontece com a ajuda de três componentes essenciais: uma antena de varredura, um transceptor e um transponder ou, como é mais conhecido, tag. Quando a antena de varredura é combinada com o transceptor é nesse meio que surge o que chamamos de leitor RFID que em contato com a etiqueta consegue ler as informações da tag localizada nela.

 

Tipos de RFID

As etiquetas RFID são de três tipos:

 

Etiqueta Ativa
São etiquetas maiores e que possuem energia própria, permite que os leitores detectem objetos a distância de até 750 pés ou 228,6 metros. Além disso, tem alta confiabilidade de leitura, por isso, são normalmente anexadas em itens caros, e dependem minimamente de um banco de dados centralizado, devido a sua alta capacidade de armazenamento.

 

Etiqueta Semi-passiva
Esse tipo de etiqueta é carregado por baterias, não transmite sinais ativos e pode monitorar com facilidade coisas em containers. Essas etiquetas normalmente também são anexadas em produtos mais caros.

 

Etiqueta passiva
Essa etiqueta tem um tamanho tão pequeno que facilmente pode ser colocada em abelhas ou formigas, não possuem baterias, pois sua energia é proveniente do leitor ativando um campo eletromagnético e, normalmente, são apenas para leitura. No entanto, para que possa ser lida precisa estar próxima do leitor.
Esse tipo de etiqueta normalmente é anexado em itens mais baratos e de natureza descartáveis.

 

 

RFID x Códigos de barras tradicionais

O código de barras é uma representação gráfica de dados numéricos ou alfanuméricos impressa sobre a superfície de uma etiqueta. Para que a leitura dele ocorra, nem o leitor e nem o código de barras pode estar em movimento, além disso, apenas é possível ler um código de barras por vez.
Diferente das etiquetas de RFID, o código de barras é lido em uma distância mínima e tem baixa velocidade, enquanto as etiquetas de rádio frequência pode ser lidas há uma distância de até 228,6 metros, como já falamos anteriormente.
Outra diferença está no fato que, por ser uma impressão, o código de barras tem vida útil bastante curta já que a grafia pode se desgastar e ficar completamente ilegível, enquanto nas tags esse risco é relativamente nulo.
Mas se pudermos resumir, a grande diferença está na otimização de trabalho, pois enquanto o código de barras pode ser lido apenas de um em um, as etiquetas de RFID garantem mais agilidade já que não há necessidade alguma de parar o fluxo de produtos para fazer a sua leitura.

 

RFID x NFC

NFC ou Near Field Communication é uma tecnologia que surgiu a partir do uso de RFID, e permite a troca de informações entre dispositivos moveis apenas com a aproximação entre eles. O que difere essa tecnologia da de RFID é que para ela foi estipulada uma distância limite de até 10 centímetros.
A NFC pode ser utilizada entre dois aparelhos de smartphone que estejam equipados com a tecnologia e cartões com chip que tenham a funcionalidade contactless, ou seja, sem contato com a maquininha, apenas por aproximação.

 

Porque usar RFID

Sabendo o que é a RFID, como funciona, os tipos presentes no mercado e as diferenças com relação ao código de barras tradicional, chegou o momento de entender por que essas tags de radiofrequência podem ser um diferencial para o seu negócio e quais os benefícios que elas trazem para a sua gestão de estoque.
Confira, a seguir, as vantagens que a tecnologia de RFID oferece para gestores e operadores de estoque:

Escalável: alta capacidade para armazenamento, leitura e envio de dados.
Otimizado: proporciona melhoria no controle de estoque, pois é mais ágil, mais prático e dinâmico.
Simultâneo: contagem instantânea de dezenas de itens ao mesmo tempo, mesmo que a distância do leitor de RFID esteja a uma certa distância dos produtos.
Seguro: evita roubos, substituição e falsificação da mercadoria.
Sustentável: maior durabilidade e possibilidade de reutilização.
Suporte a tomada de decisão: visibilidade de informações de forma precisa e em tempo real.
Agilidade: localização dos produtos dentro do estoque de forma mais rápida.
Evita excesso de estoque e estoque insuficiente: por permitir rastreio de toda a jornada do produto, pode eliminar problemas comuns de estoque.
Custos reduzidos: Diminui a necessidade de investimentos em mão-de-obra.

 

 

Conclusão

A tecnologia RFID pode ser mais bem explorada pelos varejistas, atacadistas, fornecedores e distribuidores, em sua gestão de estoque, para realizar um controle mais eficiente e com ampliação maior da segurança.
Ainda hoje os custos relacionados a implementação das tags de RFID são altos, mas conforme seu uso tem se intensificado a tendência é que os valores diminuam ano após ano e sua utilização se torne cada vez mais frequente, não apenas no varejo, já que não há limites para a utilização da tecnologia, mas isso é pauta para outro artigo.

 

Você acha que a tecnologia de RFID tem benefícios reais para oferecer em sua gestão de estoque ou é apenas mais uma tecnologia que só será acessível aos grandes varejistas?

 

Autora: Joyce Alcântara.