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Sistema legado: Passou da hora de você trocar o seu!

Sistema legado: Passou da hora de você trocar o seu!

Saiba por que a arquitetura desse tipo de sistema prejudica a evolução dos novos negócios

sistema legado

Os sistemas viraram enormes aliados dentro da rotina empresarial e, ao mesmo tempo, se tornaram grandes desafios para os gestores, principalmente quando falamos dos sistemas legados.

Esse tipo de sistema carrega em si a carga de vários anos suportando gerações e gerações de documentos e sem passarem por nenhuma adaptação ou atualização, por isso, não oferecem segurança para a organização e podem causar prejuízos irreparáveis.
O melhor a fazer em casos assim, é adotar um novo sistema ou migrar o software legado para novas soluções. No entanto, nós sabemos que as empresas vão empurrando com a barriga até onde podem, uma vez que, esse processo exige o máximo de cautela e um investimento significativo.
Pensando nisso, trazemos nesse artigo informações sobre o que é um sistema legado, porque as empresas ainda insistem em fazer uso desse tipo de tecnologia e como saber a hora de trocar ou migrar sua solução.

 

 

O que é um sistema legado

 

Os sistemas legados são softwares antigos, porém que permanecem em operação nas empresas. Esses sistemas possuem baixa qualidade em suas aplicações e o código fonte, em alguns casos, nem existe mais ou, se existir, pode estar obsoleto, o que dificulta completamente qualquer tipo de suporte ou manutenção
Entre as características mais marcantes desse tipo de software estão o alto custo de manutenção, a complexidade, hardware obsoleto, ausência de conhecimento técnico, desenvolvimento de negócio crítico, backlog de solicitações de mudança, documentação deficiente, conhecimento empresarial incorporado e falta de compreensão pelos mantenedores.
É importante mencionar que apesar de se tratar de um software antigo, o sistema legado nem sempre é definido por sua “idade”, mas sim pela sua descontinuidade. Vamos imaginar uma situação em que uma empresa tenha um sistema de gestão empresarial há 5 anos, mas o fabricante já tenha lançado novas versões para descontinuar a anterior. Devido a falta de suporte e, por consequência, a incapacidade de sanar as necessidades da organização, esse software se torna um sistema legado.

 

 

Por que as empresas ainda usam esse tipo de sistema?

 

Em plena era da transformação digital é assustador o número de empresas que ainda trabalham com sistemas legados. Há muitas razões para que empresários continuem insistindo nessas tecnologias, incluindo a cultura analógica da organização, que reflete completamente o pensamento pouco disruptivo.
Outro motivo que impede o gestor de atualizar a tecnologia para novas soluções que permitam a integração de múltiplos canais de negócios e, portanto, a introdução de fato dos processos omnichannel, é o grau de complexidade e a dificuldade de manutenção e integração desses sistemas com as novas tecnologias.
O sistema precisa ser capaz de integrar com as mais diversas ferramentas e aplicativos da omniera, para conseguir oferecer uma experiência mais positiva para o consumidor, além é claro de garantir maior eficiência na performance dos negócios.
Não podemos esquecer de mencionar o custo comercial que envolve todo o processo de migração de um sistema legado, uma vez que há necessidade de adotar novas soluções e contratar especialistas para acompanhar essa transição de uma forma que a empresa não perca dados no caminho.
Esses são alguns dos principais motivos para a relutância das empresas em dar adeus aos seus sistemas legados, mas ignoram o fato que permanecer com esse tipo de software vai agregar na perda de valor para os negócios, além de deixar espaço para concorrência ganhar vantagem competitiva.

 

Como saber se está na hora de trocar?

 

Se você chegou até aqui, provavelmente está se perguntando: como eu percebo que chegou o momento de modernizar meu sistema legado?
Há uma série de características que com o passar do tempo o software começa a apresentar e, você, ao perceber, não vai conseguir não se incomodar.

 

Confira:

 

1- A terrível lentidão
A velocidade do sistema diminuiu tanto ao longo do tempo que começou a apresentar várias falhas na execução das tarefas mais simples, além de custar tempo para gerar aquele relatório importante no final mês? Pode até parecer que esses fatores não influenciam na produtividade da empresa, mas se você colocar na ponta do lápis o tempo perdido vai perceber que o reflexo nos negócios é bem negativo.

 

2- Não tem mais suporte pelo fornecedor
Quando você adquire um sistema de uma determinada empresa, é preciso contratar horas de suporte e manutenção (esse aspecto depende de cada fornecedor), porém um sistema legado implica em ferramentas tão obsoletas que o próprio fornecedor prefere descontinuar a solução ao disponibilizar um profissional para dar suporte para essa versão.

 

3- Incompatibilidade com tecnologias mais modernas
É impraticável integrar plataformas ou adotar ferramentas mais avançadas para otimizar os processos, pois o sistema legado acaba ficando incompatível com as tecnologias emergentes do mercado.

 

4- O software já não resolve a maioria dos seus problemas
A empresa contrata um software para que ele resolva determinadas “dores” da rotina administrativa, mas o crescimento da empresa, o surgimento de novas demandas e a chegada de novas tecnologias, acabam comprometendo a eficiência do sistema e, como resultado, ele passa a não atender mais todas as necessidades da organização.

 

5- Problemas de escalabilidade
Escalabilidade nada mais é que a capacidade que uma empresa tem de crescer. Agora, vamos imaginar uma empresa que até os dias atuais trabalha com máquina de escrever, pouco coerente né? Você diria que é possível manter o negócio escalável dessa forma? Com o software é a mesma coisa, os processos se tornam tão engessados que, por consequência, impedem a escalabilidade da organização.

 

6- É difícil, para não dizer impossível adicionar novas funções
Um dos fatores primordiais para um sistema empresarial suprir a maioria das necessidades da empresa é ter flexibilidade, mas devido a sua arquitetura engessada o sistema legado perde esse aspecto conforme os processos vão mudando e as novas demandas corporativas vão surgindo, desse modo fica difícil adicionar novas funções.

 

7- Compromete a segurança das informações
Vimos que o sistema legado perde suporte pelo fornecedor e, sendo assim, várias atualizações que ele necessita não são feitas, deixando-o vulnerável a ameaças de malwares e outras violações por ausência de compatibilidade com os recentes padrões de segurança.

 

8- Os custos operacionais e de suporte são altos
Gasta-se mais com treinamento de funcionários e custos de TI para lidar com esse tipo de software do que qualquer outra coisa, além dos custos que são impossíveis de mensurar, que envolvem a satisfação do cliente, a motivação dos funcionários e, consequentemente, a imagem da marca.

 

 

 

Transformação digital e modernização

 

O próximo caminho para empresas que desejam se modernizar e trocar seus sistemas legados tem nome: transformação digital.
A transformação digital é um movimento impulsionado pela mudança no comportamento de consumo, que consiste em que as empresas façam uso de novas e modernas tecnologias para otimizar processos e ampliar o relacionamento com o consumidor.
Trata-se de um importante passo para a organização melhorar os serviços, reduzir os custos, manter vantagem competitiva e, claro, proporcionar uma experiência de compra mais fluída para o cliente.
Nesse sentido, as empresas que continuarem com os mesmos processos engessados por sistemas legados e não se adaptarem as necessidades do consumidor, facilmente perderão espaço para os novos players de mercado, que estão apostando tudo nas novas tecnologias disruptivas e conceitos inteligentes.

 

Conclusão

No mercado há boas opções de sistemas pensado para os processos de multicanais, que facilitam as integrações e ainda garantem mais fluidez para os negócios, por isso, faça uma análise do caminho mais sustentável para realizar a substituição do seu sistema legado, uma boa dica é começar avaliando o know-how do seu setor de T.I sobre troca e atualização de sistemas legados e depois criar um planejamento estratégico para a mudança, validando informações sobre outros sistemas e qual deles atende completamente as necessidades do negócio.

 

E aí, que tal começar 2020 dando adeus ao seu sistema legado?

 

Autora: Joyce Alcântara.